ENFERMAGE, CIÊNCIAS E SAÚDE

Gerson de Souza Santos - Bacharel em Enfermagem, Especialista em Saúde da Família, Mestrado em Enfermagem , Doutor em Ciências da Saúde - Escola Paulista de Enfermagem - Universidade Federal de São Paulo.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Distúrbios da Personalidade


Bulimia Nervosa

Os distúrbios da personalidade caracterizamse por padrões de percepção, reação e relacionamento relativamente fixos, inflexíveis e socialmente inadequados em uma variedade de situações. Cada indivíduo apresenta padrões característicos de percepção e de relação com outras pessoas e eventos (traços de personalidade). Em outras palavras, todos os indivíduos tende a enfretar as situações estressantes com um estilo individual, mas repetitivo. Por exemplo, alguns indivíduos sempre respondem a uma situação problemática buscando ajuda de outros. Outros sempre assumem que podem enfrentar seus problemas sozinhos. Alguns indivíduos minimizam problemas e outros os exageram. Embora os indivíduos tendam sempre a responder da mesma forma a uma situação difícil, a maioria é propensa a tentar um outro caminho, caso a primeira resposta seja ineficaz. Em contraste, os indivíduos com distúrbios da personalidade são tão rígidos que não conseguem se adaptar à realidade, o que compromete a sua capacidade operacional.

Os seus padrões inadequados de pensamento e comportamento tornam-se evidentes no início da vida adulta, freqüentemente antes, e tendem a durar toda a vida. Eles podem apresentar problemas em suas relações sociais, interpessoais e no trabalho. Os indivíduos com distúrbios da personalidade normalmente não têm consciência de que os seus padrões de comportamento ou de pensamento são inadequados. Ao contrário, eles sempre crêem que seus padrões são normais e corretos. Freqüentemente, os familiares ou os assistentes sociais os encaminham a um psiquiatra porque o seu comportamento inadequado causa dificuldades para os outros. Por outro lado, os indivíduos com distúrbios da ansiedade causam problemas para si próprios, mas não para os outros. Quando os indivíduos com distúrbios da personalidade buscam ajuda voluntariamente (freqüentemente, por causa de frustrações), eles tendem a acreditar que os seus problemas são causados pelos outros ou por uma situação particularmente difícil. Os distúrbios da personalidade incluem os seguintes tipos: paranóide, esquizóide, esquizotípico, histriônico, narcisista, anti-social, limítrofe, evitador, dependente, obsessivo-compulsivo e passivo-agressivo. O distúrbio dissociativo da identidade, antigamente denominado distúrbio da personalidade múltipla, é completamente diferente.

Personalidade Paranóide

Os indivíduos com personalidade paranóide projetam seus próprios conflitos e hostilidades em outras pessoas. Eles geralmente são frios e distantes em seus relacionamentos, tendem a encontrar intenções hostis e malévolas por trás de atos triviais, inocentes ou mesmo positivos de outras pessoas e reagem com suspeita às alterações de situações. Freqüentemente, a suspeita acarreta condutas agressivas ou à rejeição por parte dos demais (resultados que parecem justificar seus sentimentos originais). Os indivíduos com uma personalidade paranóide freqüentemente costumam impetrar processos contra outros, especialmente quando sentem-se indignados com razão. Eles são incapazes de ver seu próprio papel em um conflito. Embora eles normalmente trabalhem em um isolamento relativo, podem ser altamente eficientes e conscienciosos. Algumas vezes, os indivíduos que já se sentem alienados por causa de um defeito ou de uma deficiência (p.ex., surdez) são mais vulneráveis ao desenvolvimento de idéias paranóides.

Personalidade Esquizóide

Os indivíduos com uma personalidade esquizóide são introvertidos, ensimesmados e solitários. Eles são emocionalmente frios e socialmente distantes. Mais freqüentemente, eles ficam absorvidos em seus próprios pensamentos e sentimentos e temem a aproximação e a intimidade com o outro. Eles falam pouco, são dados a devaneios e preferem a especulação teórica à ação prática. A fantasia é um mecanismo de defesa comum.

Possíveis Conseqüências dos Distúrbios da Personalidade


Os indivíduos com distúrbios da personalidade apresentam um alto risco de comportamentos que podem acarretar doenças físicas (p.ex., alcoolismo ou dependência de drogas), comportamento autodestrutivo, comportamento sexual de risco, hipocondria e conflitos com os valores sociais.
• Os indivíduos com distúrbios da personalidade são vulneráveis à distúrbios psiquiátricos devido ao estresse. O tipo de distúrbio psiquiátrico (p.ex., ansiedade, depressão ou psicose) depende em parte do tipo de distúrbio da personalidade.
• Os indivíduos com distúrbio da personalidade apresentam menor propensão a seguir um tratamento prescrito. Mesmo quando este é seguido, eles tendem a ser menos responsivos às medicações do que o normal.
• Os indivíduos com distúrbio da personalidade freqüentemente estabelecem uma má relação com os médicos, pois recusam-se a assumir a responsabilidade pelo seu comportamento ou se sentem altamente desconfiados, dignos ou necessitados. O médico pode então tornarse acusador, desconfiado e, em última instância, pode rejeitar o indivíduo.


Personalidade Esquizotípica

Os indivíduos com uma personalidade esquizotípica, como aqueles com uma personalidade esquizóide, encontram-se social e emocionalmente isolados. Além disso, eles apresentam pensamentos, percepções e comunicações esquisitos. Apesar dessas esquisitices serem similares às dos esquizofrênicos, e embora a personalidade esquizotípica seja algumas vezes observada em indivíduos com esquizofrenia antes deles adoecerem, a maioria dos adultos com uma personalidade esquizotípica não desenvolve esquizofrenia. Alguns indivíduos apresentam sinais de pensamento mágico – a idéia de que determinada ação pode controlar algo que não tem qualquer relação com ela. Por exemplo, um indivíduo pode crer que vai ter azar se passar sob uma escada ou que pode causar dano a outros tendo pensamentos de raiva. O indivíduo com personalidade esquizotípica também pode ter idéias paranóides.

Personalidade Histriônica

Os indivíduos com personalidade histriônica (histérica) buscam de modo conspícuo chamar a atenção e apresentam um comportamento dramático. A maneira vivaz com que o histriônico se expressa tem como resultado o estabelecimento fácil, mas superficial, de relações. As emoções freqüentemente parecem exageradas, infantis e visam despertar a simpatia ou chamar a atenção (freqüentemente erótica ou sexual) dos outros. O indivíduo com personalidade histriônica apresenta propensão a comportamentos sexuais provocativo ou de sexualizar as relações não sexuais. Na realidade, ele pode não desejar uma relação sexual. Ao contrário, os seus comportamentos sedutores freqüentemente mascaram o desejo de ser dependente e protegido. Alguns indivíduos com personalidade histriônica também são hipocondríacos e exageram seus problemas físicos para obter a atenção que necessitam.

Personalidade Narcisista

Os indivíduos com personalidade narcisista possuem um senso de superioridade e uma crença exagerada em seu próprio valor ou importância, a qual os psiquiatras denominam “grandiosidade”. O indivíduo com esse tipo de personalidade pode ser extremamente sensível ao fracasso, à derrota ou à crítica e, quando confrontado a um fracasso para comprovar a alta opinião de si mesmo, ele pode tornar-se irado ou profundamente deprimido. Como ele crê que é superior nas relações com terceiros, espera ser admirado e, freqüentemente, suspeita que os outros o invejam. Ele sente que merece que suas necessidades sejam satisfeitas prontamente e, por essa razão, exploram os outros, cujas necessidades ou crenças são consideradas como menos importantes. Geralmente, o seu comportamento é ofensivo para os outros, que o vêem como egocêntrico, arrogante ou mesquinho.

Personalidade Anti-social

Os indivíduos com uma personalidade antisocial (antes denominada personalidade psicopática ou sociopática), na maioria homens, apresentam um desprezo insensível aos direitos e sentimentos dos outros. Eles exploram os outros em busca de ganhos materiais ou de gratificação pessoal (ao contrário dos narcisistas, os quais crêem ser melhores que os outros). Caracteristicamente, esses indivíduos expressam seus conflitos de modo impulsivo e irresponsável. Eles toleram mal as frustrações e, algumas vezes, são hostis ou violentos. Apesar dos problemas ou danos causados a outras pessoas por seus comportamentos anti-sociais, eles não costumam sentir remorso ou culpa. Ao contrário, eles racionalizam cinicamente o seu comportamento ou culpam os outros.

A desonestidade e a falsidade permeiam suas relações. A frustração e punição raramente faz com que eles modifiquem seu comportamento. Os indivíduos com personalidade anti-social freqüentemente apresentam tendência ao alcoolismo, à dependência de drogas, a desvios sexuais, à promiscuidade e ao aprisionamento. Eles podem fracassar no trabalho e mudar de um local a outro. Freqüentemente, eles apresentam uma história familiar de comportamento anti-social, de dependência de drogas, de divórcio e de abuso físico. Na infância, eles foram normalmente negligenciados emocionalmente e, freqüentemente, foram vítimas de abuso físico durante os anos de formação. Os indivíduos com personalidade antisocial apresentam uma menor expectativa de vida do que a média, mas, entre aqueles que sobrevivem, a condição tende a diminuir ou a estabilizar no decorrer dos anos.

Personalidade Limítrofe

Os indivíduos com uma personalidade limítrofe, na maioria mulheres, são instáveis na percepção da própria imagem, no seu humor, no seu comportamento e nas suas relações interpessoais (freqüentemente tempestuosas e intensas). A personalidade limítrofe torna-se evidente no início da vida adulta, mas a prevalência diminui com a idade. Os indivíduos com personalidade limítrofe freqüentemente foram privados de cuidados adequados durante a infância. Conseqüen temente, eles sentem-se vazios, irritadiços e merecedores de cuidados. Quando os indivíduos com personalidade limítrofe sentem-se cuidados, eles mostram-se solitários e desamparados, freqüentemente necessitando de ajuda devido à depressão, à dependência de drogas, a distúrbios alimentares e a maus tratos recebidos no passado. No entanto, quando eles temem o abandono da pessoa responsável por seus cuidados, o seu humor muda radicalmente.

Eles freqüentemente apresentam raiva intensa e inadequada, acompanhada por alterações extremas de sua visão do mundo, de si mesmos e dos outros (passando do preto para o branco, do ódio para o amor ou vice-versa, mas nunca para uma posição neutra). Os indivíduos com personalidade limítrofe que se sentem abandonados e sós podem questionar se eles realmente existem, isto é, eles não se sentem reais. Eles podem tornar-se desesperadamente impulsivos, envolvendo- se em uma promiscuidade ou dependência de drogas. Algumas vezes, eles perdem tanto o contato com a realidade que começam a apresentar episódios breves de pensamento psicótico, paranóia e alucinações. Os indivíduos com personalidade psicótica comumente são atendidos por médicos que se ocupam de cuidados primários. Eles tendem a visitar o médico freqüentemente, com crises repetidas ou queixas vagas, mas freqüentemente não seguem as recomendações do tratamento. O distúrbio da personalidade limítrofe também é o distúrbio da personalidade mais comumente tratado pelos psiquiatras, pois os indivíduos com esse distúrbio buscam incessantemente por alguém que cuide deles.

Personalidade Evitadora

Os indivíduos com personalidade evitadora são hipersensíveis à rejeição e temem iniciar uma relação ou algo novo por causa da possibilidade de rejeição ou de desapontamento. Os indivíduos com uma personalidade evitadora apresentam um forte desejo de afeição e aceitação. Eles sofrem abertamente por seu isolamento e incapacidade de relacionar-se com os outros de maneira confortável. Ao contrário daqueles que apresentam uma personalidade limítrofe, eles não respondem à rejeição com raiva. Ao contrário, tornam-se retraídos e tímidos. O distúrbio da personalidade evitadora é similar à fobia social.

Personalidade Dependente

Os indivíduos com uma personalidade dependente transferem as decisões e responsabilidades importantes importantes a outros e permitem que as necessidades daqueles dos quais eles dependem anteponham-se às suas. Eles não têm confiança em si mesmos e demonstram uma grande insegurança em relação à capacidade de autocuidado. Eles freqüentemente queixam-se de que não podem tomar decisões e de que não sabem o que fazer ou como fazê-lo. Eles apresentam relutância em expressar opiniões, mesmo as tendo, com medo de ofender as pessoas das quais necessitam. Os indivíduos com outros distúrbios da personalidade freqüentemente apresentam aspectos da personalidade dependente, mas geralmente esses traços são ocultados por outros mais dominantes do outro distúrbio. Algumas vezes, os adultos com doenças crônicas desenvolvem personalidades dependentes.

Personalidade Obsessivo-Compulsiva

Os indivíduos com personalidade obsessivocompulsiva são formais, confiáveis, ordeiros e metódicos, mas freqüentemente não conseguem se adaptar a uma mudança. Eles são cautelosos e analisam todos os aspectos de um problema, o que compromete as tomadas de decisões. Embora esses traços estejam de acordo com os padrões culturais ocidentais, esses indivíduos levam suas responsabilidades tão a sério que não conseguem tolerar erros e prestam tanta atenção aos detalhes que acabam não realizando suas tarefas. Conseqüentemente, esses indivíduos podem ficar entretidos com os modos de realizar uma tarefa e esquecem o seu objetivo. Suas responsabilidades os tornam ansiosos e, raramente, eles sentem satisfação com suas realizações. Os indivíduos com uma personalidade obsessivo- compulsiva freqüentemente são pessoas bem-sucedidas, especialmente nas ciências e em outras áreas intelectuais nas quais a ordem e a atenção aos detalhes são fundamentais. No entanto, eles podem sentir-se desligados de seus sentimentos e desconfortáveis com suas relações ou outras situações que não conseguem controlar, com eventos imprevisíveis ou quando devem confiar em outros.

Personalidade Passivo-Agressiva

Os indivíduos com uma personalidade passiva- agressiva (negativista) têm como objetivo encoberto o controle ou a punição de outros. O comportamento passivo-agressivo é freqüentemente manifestado sob a forma de preguiça, ineficácia e mau humor. Freqüentemente, o indivíduo com uma personalidade obsessivo-compulsiva concorda em realizar tarefas que ele realmente não deseja fazer e, em seguida, começa a minar sutilmente a sua realização. Normalmente, esse tipo de comportamento serve para expressar uma hostilidade oculta.

Mecanismos de Defesa: Modos Imaturos de Enfrentamento

Mecanismo de Defesa
Descrição
Resultado

Dissociação
Permite ao indivíduo atenuar os
sentimentos atuais
Causa uma experiência temporária, mas drástica,
de separação de si mesmo, de não existência ou
de estar em um mundo irreal. Pode provocar um
estado tipo onírico (fuga ou transe) e pode
acarretar em uma busca de estímulos ou em um
comportamento autodestrutivo

Projeção
Permite ao indivíduo atribuir seus
próprios sentimentos ou pensamentos
a outros
Conduz ao preconceito, à suspeita e à preocupação
excessiva pelos perigos externos

Fantasia
Provê a fuga de conflitos e
realidades dolorosas (p.ex.,solidão)
Permite que a imaginação e as crenças pessoais
assumam o lugar do envolvimento com o mundo
exterior e, mais especialmente, com outras pessoas

Atuação
Permite ao indivíduo evitar de pensar
sobre uma situação dolorosa ou de
sentir uma emoção dolorosa
Conduz a atos que são freqüentemente irresponsáveis,
impensados e estúpidos

Divisão
Permite ao indivíduo ter percepções
do tipo preto-ou-branco, tudo-ounada,
para dividir as pessoas em
grupos idealizados de salvadores
totalmente bons e de vis malfeitores
totalmente maus
Evita o desconforto de ter sentimentos tanto de
amor como de ódio pela mesma pessoa, assim
como os sentimentos de incerteza e desamparo

Diagnóstico

O médico baseia o diagnóstico de um distúrbio da personalidade na expressão de tipos de comportamento ou de pensamentos inadequados do indivíduo. Esses comportamentos tendem a manifestar-se porque o indivíduo resiste de maneira tenaz a mudá-los apesar de suas conseqüências inadequadas. Além disso, é provável que o médico perceba o uso inadequado dos mecanismos de enfrentamento, freqüentemente denominados mecanismos de defesa. Embora todos utilizem inconscientemente mecanismos de defesa, os indivíduos com distúrbios da personalidade os usam de forma inadequada ou imatura.

Tratamento

Embora os tratamentos variem de acordo com o tipo de distúrbio da personalidade, alguns princípios gerais podem ser aplicados a todos. Como a maioria dos indivíduos com distúrbio da personalidade não sente necessidade de tratamento, a motivação freqüentemente é originária de uma outra pessoa. Não obstante, o indivíduo geralmente pode responder ao apoio que lhe é prestado, mas pode manter-se firme em relação aos padrões de pensamento e de comportamento próprios de sua inadequação Essa estratégia geralmente é mais eficaz quando existe a intervenção de outros pacientes ou do psicoterapeuta. O terapeuta destaca repetidamente as conseqüências indesejáveis dos padrões de pensamento e de comportamento do indivíduo, algumas vezes estabelece limites para o comportamento e confronta o indivíduo repetidamente com a realidade. O envolvimento familiar é muito útil e mesmo essencial, uma vez que a pressão do grupo pode ser eficaz.

O tratamento em grupo e familiar, a vida em grupo em residências especializadas, participação em clubes sociais terapêuticos ou em grupos de auto-ajuda podem ser válidos no tratamento. Os indivíduos com um distúrbio da personalidade algumas vezes apresentam ansiedade e depressão, as quais eles esperam que sejam aliviadas com medicamentos. Entretanto, a ansiedade e a depressão decorrentes de um distúrbio da personalidade raramente são aliviados de modo satisfatório por medicamentos e esses sintomas podem ser evidências de que o indivíduo está realizando algum auto-exame saudável. Além disso, a terapia medicamentosa freqüentemente é complicada pelo uso inadequado das medicações ou por tentativas de suicídio.

Se o indivíduo apresenta um outro distúrbio psiquiátrico (p.ex., depressão, fobia ou distúrbio de pânico importantes), os medicamentos podem então ser adequados, embora eles provavelmente produzam apenas um alívio limitado. A alteração de uma personalidade leva muito tempo. Nenhum tratamento a curto prazo pode ter êxito na cura de um distúrbio da personalidade, mas certas mudanças podem ser obtidas mais rapidamente que outras. As atitudes irresponsáveis, o isolamento social, a ausência de auto-afirmação ou as explosões temperamentais podem responder à terapia de modificação do comportamento. Contudo, a psicoterapia prolongada (terapia falada) com o objetivo de ajudar o indivíduo a compreender as causas de sua ansiedade e a identificar seu comportamento inadequado continua sendo a base da maioria dos tratamentos. Alguns distúrbios da personalidade, como os tipos narcisista e o obsessivo-compulsivo, podem ser mais bem tratados com a psicanálise. Outros, como os tipos anti-social e o paranóide, raramente respondem a qualquer tipo de terapia.