ENFERMAGE, CIÊNCIAS E SAÚDE

Gerson de Souza Santos - Bacharel em Enfermagem, Especialista em Saúde da Família, Mestrado em Enfermagem , Doutor em Ciências da Saúde - Escola Paulista de Enfermagem - Universidade Federal de São Paulo.

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sábado, 3 de outubro de 2009

ATENÇÃO AO PRÉ-NATAL


CONSULTAS
Na primeira consulta de pré-natal, deve ser realizada anamnese, abordando aspectos epidemiológicos, além dos antecedentes familiares, pessoais, ginecológicos e obstétricos e a situação da gravidez atual. O exame físico deverá ser completo, constando avaliação de cabeça e pescoço, tórax, abdômen, membros e inspeção de pele e mucosas, seguido por exame ginecológico e obstétrico. Nas consultas seguintes, a anamnese deverá ser sucinta, abordando aspectos do bem-estar materno e fetal. Inicialmente, deverão ser ouvidas dúvidas e ansiedades da mulher, além de perguntas sobre alimentação, hábito intestinal e urinário, movimentação fetal e interrogatório sobre a presença de corrimentos ou outras perdas vaginais. As anotações deverão ser realizadas tanto no prontuário da unidade quanto no cartão da gestante. Em cada consulta, deve-se reavaliar o risco obstétrico e perinatal. Para auxiliar nesse objetivo, deve-se observar a discriminação dos fatores de risco no cartão de pré-natal, identificados pela cor amarela. A presença dessas anotações deverá ser interpretada pelo profissional de saúde como sinal de alerta.
6.1 ROTEIRO DA PRIMEIRA CONSULTA
I. História clínica (observar cartão da gestante)
• Identificação:
– nome;
– número do SISPRENATAL;
– idade;
– cor;
– naturalidade;
– procedência;
– endereço atual;
– unidade de referência.
• Dados socioeconômicos;
• Grau de instrução;
• Profissão/ocupação;
• Estado civil/união;
• Número e idade de dependentes (avaliar sobrecarga de trabalho doméstico);
• Renda familiar;
• Pessoas da família com renda;
• Condições de moradia (tipo, nº de cômodos);
• Condições de saneamento (água, esgoto, coleta de lixo);
• Distância da residência até a unidade de saúde;
• Antecedentes familiares:
– hipertensão arterial;
– diabetes mellitus;
– doenças congênitas;
– gemelaridade;
– câncer de mama e/ou do colo uterino;
– hanseníase;
– tuberculose e outros contatos domiciliares (anotar a doença e o grau
de parentesco);
– doença de Chagas;
– parceiro sexual portador de infecção pelo HIV.
• Antecedentes pessoais:
– hipertensão arterial crônica;
– cardiopatias, inclusive doença de Chagas;
– diabetes mellitus;
– doenças renais crônicas;
– anemias e deficiências de nutrientes específicos;
– desvios nutricionais (baixo peso, desnutrição, sobrepeso, obesidade);
– epilepsia;
– doenças da tireóide e outras endocrinopatias;
– malária;
– viroses (rubéola, hepatite);
– alergias;
– hanseníase, tuberculose ou outras doenças infecciosas;
– portadora de infecção pelo HIV (em uso de retrovirais? quais?);
– infecção do trato urinário;
– doenças neurológicas e psiquiátricas;
– cirurgia (tipo e data);
– transfusões de sangue.
• Antecedentes ginecológicos:
– ciclos menstruais (duração, intervalo e regularidade);
– uso de métodos anticoncepcionais prévios (quais, por quanto tempo e
motivo do abandono);
– infertilidade e esterilidade (tratamento);
– doenças sexualmente transmissíveis (tratamentos realizados, inclusive
pelo parceiro);
– doença inflamatória pélvica;
– cirurgias ginecológicas (idade e motivo);
– mamas (alteração e tratamento);
– última colpocitologia oncótica (papanicolau ou “preventivo”, data e
resultado).
• Sexualidade:
– início da atividade sexual (idade da primeira relação);
– dispareunia (dor ou desconforto durante o ato sexual);
– prática sexual nessa gestação ou em gestações anteriores;
– número de parceiros da gestante e de seu parceiro, em época recente
ou pregressa;
– uso de preservativos masculino ou feminino (uso correto? uso habitual?).
• Antecedentes obstétricos:
– número de gestações (incluindo abortamentos, gravidez ectópica, mola
hidatiforme);
– número de partos (domiciliares, hospitalares, vaginais espontâneos,
fórceps, cesáreas – indicações);
– número de abortamentos (espontâneos, provocados, causados por DST,
complicados por infecções, curetagem pós-abortamento);
– número de filhos vivos;
– idade na primeira gestação;
– intervalo entre as gestações (em meses);
– isoimunização Rh;
– número de recém-nascidos: pré-termo (antes da 37ª semana de
gestação), pós-termo (igual ou mais de 42 semanas de gestação);
– número de recém-nascidos de baixo peso (menos de 2.500 g) e com
mais de 4.000 g;
– mortes neonatais precoces: até sete dias de vida (número e motivo dos
óbitos);
– mortes neonatais tardias: entre sete e 28 dias de vida (número e motivo
dos óbitos);
– natimortos (morte fetal intra-útero e idade gestacional em que
ocorreu);
– recém-nascidos com icterícia, transfusão, hipoglicemia, ex-sangüíneotransfusões;
– intercorrências ou complicações em gestações anteriores (especificar);
– complicações nos puerpérios (descrever);
– história de aleitamentos anteriores (duração e motivo do desmame).
• Gestação atual:
– data do primeiro dia/mês/ano da última menstruação – DUM (anotar
certeza ou dúvida);
– peso prévio e altura;
– sinais e sintomas na gestação em curso;
– hábitos alimentares;
– medicamentos usados na gestação;
– internação durante essa gestação;
– hábitos: fumo (número de cigarros/dia), álcool e drogas ilícitas;
– ocupação habitual (esforço físico intenso, exposição a agentes químicos
e físicos potencialmente nocivos, estresse);
– aceitação ou não da gravidez pela mulher, pelo parceiro e pela família,
principalmente se for adolescente;
– identificar gestantes com fraca rede de suporte social.
II. Exame físico
• Geral:
– determinação do peso e da altura;
– medida da pressão arterial (técnica no item 8.3);
– inspeção da pele e das mucosas;
– palpação da tireóide e de todo o pescoço, região cervical e axilar
(pesquisa de nódulos ou outras anormalidades);
– ausculta cardiopulmonar;
– exame do abdômen;
– exame dos membros inferiores;
– pesquisa de edema (face, tronco, membros).
• Específico (gineco-obstétrico):
– exame clínico das mamas (ECM). Durante a gestação e amamentação,
também podem ser identificadas alterações, que devem seguir conduta
específica, segundo as recomendações do INCA. Realizar orientações
para o aleitamento materno em diferentes momentos educativos,
principalmente se for adolescente. Nos casos em que a amamentação
estiver contra-indicada – portadoras de HIV/HTLV –, orientar a mulher
quanto à inibição da lactação (mecânica e/ou química) e para a
aquisição de fórmula infantil;
– palpação obstétrica e, principalmente no terceiro trimestre, identificação
da situação e apresentação fetal;
– medida da altura uterina;
– ausculta dos batimentos cardíacos fetais (com sonar, após 12 semanas,
e com estetoscópio de Pinard, após 20 semanas);
– inspeção dos genitais externos;
– exame especular e toque vaginal de acordo com a necessidade,
orientados pela história e queixas da paciente, e quando for realizada
coleta de material para exame colpocitológico;
– o exame físico das adolescentes deverá seguir as orientações do Manual
de Organização de Serviços para a Saúde dos Adolescentes.
III. Exames complementares
Na primeira consulta, solicitar:
– dosagem de hemoglobina e hematócrito (Hb/Ht);
– grupo sangüíneo e fator Rh;
– sorologia para sífilis (VDRL): repetir próximo à 30ª semana;
– glicemia em jejum: repetir próximo à 30ª semana;
– exame sumário de urina (Tipo I): repetir próximo à 30ª semana;
– sorologia anti-HIV, com consentimento da mulher após o “aconselhamento
pré-teste”. Repetir próximo à 30ª semana, sempre que possível;
– sorologia para hepatite B (HBsAg), de preferência próximo à 30ª semana de
gestação, onde houver disponibilidade para realização;
– sorologia para toxoplasmose, onde houver disponibilidade.
Outros exames podem ser acrescidos a essa rotina mínima:
– protoparasitológico: solicitado na primeira consulta;
– colpocitologia oncótica: muitas mulheres freqüentam os serviços de
saúde apenas para o pré-natal. Assim, é imprescindível que, nessa
oportunidade, seja realizado esse exame, que pode ser feito em qualquer
trimestre, embora sem a coleta endocervical, seguindo as recomendações
vigentes;
– bacterioscopia da secreção vaginal: em torno da 30ª semana de gestação, particularmente nas mulheres com antecedente de prematuridade;
– sorologia para rubéola: quando houver sintomas sugestivos;
– urocultura para o diagnóstico de bacteriúria assintomática;
– eletroforese de hemoglobina: quando houver suspeita clínica de anemia
falciforme;
– ultra-sonografia obstétrica: onde houver disponibilidade.
A ultra-sonografia de rotina durante a gestação, embora seja procedimento bastante corriqueiro, permanece controversa. Não existe comprovação científica de que, rotineiramente realizada, tenha qualquer efetividade sobre a redução da morbidade e da mortalidade perinatal ou materna. As evidências científicas atuais relacionam sua realização no início da gravidez com uma melhor determinação da idade gestacional, detecção precoce de gestações múltiplas e malformações fetais clinicamente não suspeitas. Vale lembrar que, no Brasil, a interrupção precoce da gravidez por malformações fetais incompatíveis com a vida, ainda não é legalmente permitida. Os possíveis benefícios sobre outros resultados permanecem ainda incertos. A não realização de ultra-sonografia durante a gestação não constitui omissão, nem diminui a qualidade do pré-natal. Outra situação completamente distinta é a indicação do exame ultra-sonográfico mais tardiamente na gestação, por alguma indicação específica orientada por suspeita clínica, notadamente como complemento da avaliação da vitalidade fetal ou outras características gestacionais ou do feto. Está comprovado que, em gestações de alto risco, a ultra-sonografia com dopplervelocimetria possibilita a indicação de intervenções que resultam na redução da morbimortalidade perinatal.
Investigação de HIV/AIDS
O diagnóstico da infecção pelo HIV, no período pré-concepcional ou no início da gestação, possibilita melhor controle da infecção materna e melhores resultados na profilaxia da transmissão vertical desse vírus. Por esse motivo, obrigatoriamente esse teste deve ser oferecido, com aconselhamento pré e pós-teste, para todas as gestantes na primeira consulta do pré-natal, independentemente de sua aparente situação de risco para o HIV. Aconselhamento pré-teste
• O profissional deve avaliar os conhecimentos da gestante sobre a infecção pelo HIV/Aids e outras DST e informá-la sobre o que ela não sabe, especialmente acerca de seu agente etiológico, meios de transmissão, sobre a diferença entre ser portador da infecção e desenvolver a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (aids), sobre os conceitos “vulnerabilidade” e “situações de risco acrescido”, e sua importância na exposição ao risco para a infecção pelo HIV, em ocasião recente ou pregressa;
• Explicar o que é o teste anti-HIV, como é feito, o que mede, suas limitações, explicando o significado dos resultados negativo, indeterminado e positivo
• Explicar os benefícios do diagnóstico precoce na gravidez para a mulher e para o bebê, reforçando as chances de reduzir a transmissão vertical pelo acompanhamento especializado e as medidas profiláticas durante a gestação, no parto e no pós-parto, e o controle da infecção materna;
• Garantir o caráter confidencial e voluntário do teste anti-HIV. Durante todo esse processo, a gestante deverá ser estimulada a expressar seus sentimentos e dúvidas em relação a essas informações.
IV. Condutas:
– cálculo da idade gestacional e data provável do parto;
– orientação alimentar e acompanhamento do ganho de peso gestacional;
– fornecimento de informações necessárias e respostas às indagações da
mulher ou da família;
– orientação sobre sinais de riscos e assistência em cada caso;
– referência para atendimento odontológico;
– encaminhamento para imunização antitetânica (vacina dupla viral), quando
a gestante não estiver imunizada;
– referência para serviços especializados na mesma unidade ou unidade de
maior complexidade, quando indicado. Entretanto, mesmo com referência
para serviço especializado, a mulher deverá continuar sendo acompanhada,
conjuntamente, na unidade básica.
6.2 ROTEIRO DAS CONSULTAS SUBSEQÜENTES
• Revisão da ficha pré-natal;
• Anamnese atual sucinta;
• Verificação do calendário de vacinação.
I. Controles maternos:
– cálculo e anotação da idade gestacional;
– determinação do peso para avaliação do índice de massa corporal (IMC)
(anotar no gráfico e observar o sentido da curva para avaliação do estado
nutricional);
– medida da pressão arterial (observar a aferição da PA com técnica
adequada);
– palpação obstétrica e medida da altura uterina (anotar no gráfico e observar o sentido da curva para avaliação do crescimento fetal);
– pesquisa de edema;
– avaliação dos resultados de exames laboratoriais e instituição de condutas específicas;
– verificação do resultado do teste para HIV e, em casos negativos, repetir próximo à 30ª semana de gestação, sempre que possível. Em casos positivos, encaminhar para unidade de referência.
II. Controles fetais:
– ausculta dos batimentos cardíacos;
– avaliação dos movimentos percebidos pela mulher e/ou detectados no exame
obstétrico.
III. Condutas:
– interpretação dos dados de anamnese, do exame obstétrico e dos exames
laboratoriais com solicitação de outros, se necessários;
– tratamento de alterações encontradas, ou encaminhamento, se
necessário;
– prescrição de suplementação de sulfato ferroso (40 mg de ferro elementar/
dia) e ácido fólico (5 mg/dia), para profilaxia da anemia;
– orientação alimentar;
– acompanhamento das condutas adotadas em serviços especializados, pois
a mulher deverá continuar a ser acompanhada pela equipe da atenção
básica;
– realização de ações e práticas educativas individuais e em grupos. Os
grupos educativos para adolescentes devem ser exclusivos dessa faixa
etária, abordando temas de interesse do grupo. Recomenda-se dividir
os grupos em faixas de 10-14 anos e de 15-19 anos, para obtenção de
melhores resultados;
– agendamento de consultas subseqüentes.
6.3 CALENDÁRIO DAS CONSULTAS
As consultas de pré-natal poderão ser realizadas na unidade de saúde ou durante visitas domiciliares. O calendário de atendimento pré-natal deve ser programado em função dos períodos gestacionais que determinam maior risco materno e perinatal. Deve ser iniciado precocemente (primeiro trimestre) e deve ser regular e completo (garantindo-se que todas as avaliações propostas sejam realizadas e preenchendo-se o cartão da gestante e a ficha de pré-natal). Durante o pré-natal, deverá ser realizado o número mínimo de seis consultas, preferencialmente, uma no primeiro trimestre, duas no segundo trimestre e três no último trimestre. A maior freqüência de visitas no final da gestação visa à avaliação do risco perinatal e das intercorrências clínico-obstétricas mais comuns nesse trimestre, como trabalho de parto prematuro, pré-eclâmpsia e eclâmpsia, amniorrexe prematura e óbito fetal. Não existe “alta” do pré-natal antes do parto. O acompanhamento da mulher no ciclo grávido-puerperal deve ser iniciado o mais precocemente possível e só se encerra após o 42º dia de puerpério, período em que deverá ter sido realizada a consulta de puerpério.
6.4 AÇÕES EDUCATIVAS
Informações sobre as diferentes vivências devem ser trocadas entre as mulheres e os profissionais de saúde. Essa possibilidade de intercâmbio de experiências e conhecimentos é considerada a melhor forma de promover a compreensão do processo de gestação. É necessário que o setor saúde esteja aberto para as mudanças sociais e cumpra de maneira mais ampla o seu papel de educador e promotor da saúde. As gestantes constituem o foco principal do processo de aprendizagem, porém não se pode deixar de atuar, também, entre companheiros e familiares. A posição do homem na sociedade está mudando tanto quanto os papéis tradicionalmente atribuídos às mulheres. Portanto, os serviços devem promover o envolvimento dos homens, adultos e adolescentes, discutindo a sua participação responsável nas questões da saúde sexual e reprodutiva. Entre as diferentes formas de realização do trabalho educativo, destacam-se as discussões em grupo, as dramatizações e outras dinâmicas que facilitam a fala e a troca de experiências entre os componentes do grupo. É importante que se façam grupos separados para adultos e adolescentes. Essas atividades podem ocorrer dentro ou fora da unidade de saúde. O profissional de saúde, atuando como facilitador, deve evitar o estilo palestra, pouco produtivo e que ofusca questões subjacentes, que podem ser mais relevantes para as pessoas presentes do que um roteiro preestabelecido.
ASPECTOS A SEREM ABORDADOS NAS AÇÕES EDUCATIVAS
Durante o pré-natal e no atendimento após o parto, a mulher, ou a família, devem receber informações sobre os seguintes temas:
• Importância do pré-natal;
• Cuidados de higiene;
• A realização de atividade física, de acordo com os princípios fisiológicos e metodológicos específicos para gestantes, pode proporcionar benefícios por meio do ajuste corporal à nova situação. Orientações sobre exercícios físicos básicos devem ser fornecidas na assistência pré-natal e puerperal Uma boa preparação corporal e emocional capacita a mulher a vivenciar a gravidez com prazer, permitindo-lhe desfrutar plenamente seu parto;
• Nutrição: promoção da alimentação saudável (enfoque na prevenção dos distúrbios nutricionais e das doenças associadas à alimentação e nutrição – baixo peso, sobrepeso, obesidade, hipertensão e diabetes; e suplementação de ferro, ácido fólico e vitamina A – para as áreas e regiões endêmicas);
• Desenvolvimento da gestação;
• Modificações corporais e emocionais;
• Medos e fantasias referentes à gestação e ao parto;
• Atividade sexual, incluindo prevenção das DST/Aids e aconselhamento para
o teste anti-HIV;
• Sintomas comuns na gravidez e orientações para as queixas mais
freqüentes;
• Sinais de alerta e o que fazer nessas situações (sangramento vaginal, dor
de cabeça, transtornos visuais, dor abdominal, febre, perdas vaginais,
dificuldade respiratória e cansaço);
• Preparo para o parto: planejamento individual considerando local,
transporte, recursos necessários para o parto e para o recém-nascido,
apoio familiar e social;
• Orientações e incentivo para o parto normal, resgatando-se a gestação, o
parto, o puerpério e o aleitamento materno como processos fisiológicos;
• Incentivar o protagonismo da mulher, potencializando sua capacidade inata
de dar à luz;
• Orientação e incentivo para o aleitamento materno e orientação específica
para as mulheres que não poderão amamentar;
• Importância do planejamento familiar num contexto de escolha informada,
com incentivo à dupla proteção;
• Sinais e sintomas do parto;
• Cuidados após o parto com a mulher e o recém-nascido, estimulando o
retorno ao serviço de saúde;
• Saúde mental e violência doméstica e sexual;
• Benefícios legais a que a mulher tem direito, incluindo a Lei do
Acompanhante;
• Impacto e agravos das condições de trabalho sobre a gestação, o parto e
o puerpério;
• Importância da participação do pai durante a gestação e o parto, para
o desenvolvimento do vínculo entre pai e filho, fundamental para o
desenvolvimento saudável da criança;
• O direito a acompanhante de sua escolha durante o trabalho de parto,
no parto e no pós-parto, garantido pelo Lei nº 11.108, de 7/4/2005,
regulamentada pela Portaria GM 2.418, de 2/12/2005;
• Gravidez na adolescência e dificuldades sociais e familiares;
• Importância das consultas puerperais;
• Cuidados com o recém-nascido;
• Importância da realização da triagem neonatal (teste do pezinho) na
primeira semana de vida do recém-nascido;
• Importância do acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da
criança, e das medidas preventivas (vacinação, higiene e saneamento do
meio ambiente).
fonte www.saúde.gov