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Gerson de Souza Santos - Bacharel em Enfermagem, Especialista em Saúde da Família, Mestrado em Enfermagem , Doutor em Ciências da Saúde - Escola Paulista de Enfermagem - Universidade Federal de São Paulo.

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sábado, 27 de março de 2010

Vacina H1N1 protege mulheres grávidas


Autor: Daniel J. DeNoon

Um novo estudo dos NIH evidencia que mulheres grávidas adquirem uma proteção seguramente “robusta” com uma dose da vacina contra a gripe suína H1N1; contudo, crianças com menos de 10 anos realmente necessitam de duas doses.

Os resultados originaram-se diretamente de dados clínicos de estudos em andamento, financiados e coordenados pelo National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID), em centros clínicos por todo o país.

“Essas devem ser notícias reconfortantes para as mulheres que já receberam a vacina H1N1, e uma informação vital para as mulheres grávidas que ainda não foram vacinadas”, o diretor da NIAID, Anthony Fauci, médico, afirmou em uma conferência à imprensa. “Ainda mais importante, as mulheres grávidas que participaram do ensaio toleraram a vacina muito bem e não surgiram preocupações com segurança”.

Como a atual onda de pandemia de gripe suína H1N1 varreu a nação, está se tornando evidente que mulheres grávidas – especialmente aquelas nos segundo e terceiro trimestres de gestação – carregam um risco especial. Elas têm seis vezes mais chances do que outros adultos saudáveis de desenvolver complicações graves logo após se infectarem com a gripe suína H1N1.

Assustadoramente, uma enquete recente do CDC concluiu que cerca de metade das mulheres grávidas e outros adultos com condições de risco não buscam atenção médica quando acometidos com sintomas de gripe suína H1N1.

Também está se tornando cada vez mais claro que a gripe suína H1N1 é principalmente uma doença de jovens. Crianças, adolescentes e adultos jovens carregam o impacto das infecções – e das hospitalizações e mortes.

Os ensaios clínicos do NIAID mostraram que crianças, adolescentes e adultos jovens com idades acima de 10 anos necessitam de apenas uma dose da vacina contra gripe suína H1N1 para proteção.

Resultados anteriores desses estudos sugeriram que crianças mais novas podem necessitar de duas doses. Os resultados do novo estudo mostram que isso é verdade.

Mesmo três semanas após terem recebido sua primeira dose da vacina contra a gripe suína H1N1, apenas 25% das crianças com idades entre 6 e 35 meses e apenas 55% das crianças com idades entre 3 a 9 anos estavam protegidas. Mesmo administrando a essas crianças uma dose única dobrada, as respostas imunes não melhoraram.

A boa notícia: apenas oito a 10 dias após receberem sua segunda dose da vacina – quatro semanas após a primeira dose – praticamente cada criança neste grupo etário apresentou uma resposta imune protetora.

“Esses dados apóiam as diretrizes que recomendam duas doses da vacina para crianças mais novas”, alegou Fauci.


Segurança da vacina contra gripe suína H1N1

Bruce Gellin, médico, chefe do National Vaccine Program Office do governo, afirmou na entrevista coletiva que um grupo de especialistas médicos começará esta semana a realizar encontros regulares para analisar dados de segurança sobre a vacina contra a gripe suína H1N1.

O grupo é parte de um painel bem maior, o National Vaccine Advisory Committee, que aconselha a secretária de saúde e serviços humanos Kathleen Sebelius sobre problemas relacionados à vacinação. Foi este grupo que anteriormente aconselhou o governo a liberar a vacina H1N1 assim que ela estivesse disponível.

Gellin também anunciou a liberação de um plano detalhado para monitorar a segurança da vacina contra gripe suína H1N1 de 2009. Este plano dispõe de 11 elementos:

  1. Análise de incidências de fundo de eventos adversos raros que ocorrem sem vacinação, para tornar mais fácil determinar se a vacinação aumenta a taxa em que qualquer desses eventos ocorre.
  2. Utilização do sistema Vaccine Safety Datalink dos CDCs, que relaciona dados de oito organizações de assistência à saúde com dados de 9 milhões de norte-americanos – 3% da população dos Estados Unidos.
  3. Utilização das bases de dados do Medicare/Medicaid.
  4. O sistema Post-Licensure Rapid Immunization Safety Monitoring (PRISM), que relaciona dados de grandes planos de seguro, que cobrem aproximadamente 10% da população norte-americana.
  5. Utilização das bases de dados médicas do Department of Defense.
  6. Utilização das bases de dados da Veterans Affairs.
  7. Um programa de vigilância para procurar especificamente casos de síndrome de Guillain-Barre (SGB), uma condição neurológica rara.
  8. Uma colaboração entre a Johns Hopkins University e o CDC, na qual as pessoas que receberem a vacina contra a gripe suína H1N1 poderão relatar suas experiência pela internet.
  9. Utilização de registros eletrônicos, que serão introduzidos pelo Indian Health Service.
  10. O Clinical Immunization Safety Assessment (CISA), uma colaboração entre seis centros acadêmicos que irá coletar e armazenar amostras clínicas de pessoas que podem apresentar risco de eventos adversos graves relacionados à vacinação contra influenza.
  11. O Vaccines and Medications in Pregnancy Surveillance System (VAMPSS), colaboração entre uma associação de especialistas em defeitos congênitos, a American Academy of Allergy, Asthma, and Immunology e a Boston University, que irá conduzir estudos sobre a vacina e o tratamento antiviral contra a gripe suína H1N1, bem como sobre a própria doença.

Health and Human Services news conference with: Anthony Fauci, MD, director, National Institute of Allergy and Infectious Diseases, Bethesda, Md. Bruce Gellin MD, MPH, director, National Vaccine Program Office, Washington, D.C. Jesse Goodman, MD, MPH, director, Center for Biologics, Evaluation and Research, FDA, Rockville, Md. Anne Schuchat, MD, director, National Center for Immunization and Respiratory Diseases, CDC. Flu.gov, "Federal Plans to Monitor Immunization Safety for the Pandemic 2009 H1N1 Influenza Vaccination Program," accessed Nov. 2, 2009. WebMD Feature: "Swine Flu FAQ."

Informação sobre o autor: Daniel J. DeNoon é escritor sênior de notícias médicas da WebMD.

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